Xavante.
Mas por que Xavante? Muito torcedor da atual geração desconhece
o porque dessa denominação dada como emblema ou alegoria ao G.E.Brasil.
É que jogavam Brasil e Pelotas o segundo Bra-Pel pelo campeonato
da cidade em 1946. Vencendo, o E.C.Pelotas sagrar-se-ia ele tricampeão
da cidade, título esse que o clube almejava e perseguia ardentemente
desde a data de sua fundação, em 1908. E o jogo já ia quase ao
seu final, no primeiro tempo, com o placar de 3x1 favorável ao
E.C.Pelotas, espelhava o placar no estádio da Av. Bento Gonçalves.
E aí veio o imprevisto. O juiz mandou para fora de campo o zagueiro
Chico Fulero, ficando o Brasil reduzido a dez homens apra continuar
à luta, e o jogo foi interrompido, é claro! Teté, o treinador
rubronegro, quis retirar seu time de campo, mas a torcida do
G.E.Brasil ficou ali firme no seu posto. Ninguém desejava a retirada
do time, e, então, mesmo reduzido a dez homens o G.E.Brasil
continua a partida. Veio logo o final di primeiro tempo e a virada
sensacional, histórica e homérica, surgiu no período final, quando
os dez rubronegros em campo se multiplicaram e, como feras aquadas,
deram uma reviravolta de 180 graus e acabram vencendo o jogo
por 5x3, numa das mais brilhantes e comemoradas vitórias do G.E.Brasil
de todos os tempos.
Se
foram transformando as coisas, os gols surgindo e os gritos histéricos
do torcedor ajudaram a confundir cada vez mais os atletas que
envergavam o uniforme áureo-cerúleo naquela tarde histórica.
E foi nesse ambiente contagiante de satisfação e alegria, contrastando com
o espanto e a frustração da torcida veterana, que o torcedor
rubronegro viu chegar o jogo ao seu final, acusando a vitória
maiúscula do seu clube.
Ao
apito do árbitro, encerrando o encontro, a multidão invadiu o
gramado para saudar seus ídolos, levando a tela do lado das arquibancadas
por diante, numa autêntica depredação, talvez involuntária, e
no dia seguinte ao jogo conhecido um conhecido e saudoso desportista
pelotense do passado, ligado ao clube áureo-cerúleo, aproveitando-se
do título de um filme que passava num dos cinemas da cidade,
desabafou dizendo: "eles foram uns "bárbaros" ao
final do jogo. Foi a INVASÃO DOS XAVANTES".
O
desabafo era depreciativo, já se vê, mas o torcedor rubronegro,
irreverente com ele só, resolveu dar outro sentido na frase e
o grito de Xavante ficou, passando a ser hoje alegoria de carinho
do torcedor do G.E.Brasil ao seu clube.
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