Joaquinzinho - Pequeno apenas no nome
Joaquinzinho
nasceu em Pelotas no dia 31 de dezembro de 1934. Aos 16 anos
de idade já atuava nas divisões inferiores do Brasil,
destacando-se como uma grande promessa. Em 1954 já era
uma radiosa realidade, tornando-se titular absoluto no time treinado
por Galego. Em
1957 foi negociado com o Internacional. Teve o azar de pegar
o Colorado em crise. O Grêmio acumulava títulos
e os rubros formavam um time por temporada. Os atletas vitoriosos
do Pan-Americano
ou haviam sido negociados ou decaiam de produção
dando mostras que os anos haviam chegado. Do Inter, Joaquinzinho
foi para São
Paulo conhecer o caldeirão Corinthiano. Em dois anos teve
oito técnicos e inúmeros companheiros, situação
típica de um clube
do povo sem ganhar títulos há muito tempo. Também
não deu certo.
Logo foi para o Juventus. No "Moleque Travesso" da
rua Javari fez uma excelente temporada e logo foi contratado
pelo Fluminense.
No tricolor carioca finalmente encontrou as condições
de voltar a apresentar o seu grande futebol dos tempos do Xavante.
Em 1963, sob a orientação
de Fleitas Solich sagrou-se campeão do Torneio Rio-São
Paulo. E no ano seguinte conquistou o Campeonato Carioca. Foi
uma grande
campanha onde Joaquinzinho foi titular absoluto.
Posteriormente, voltou para o futebol paulista, indo para Campinas
defender a Ponte Preta e após o XV de Novembro de Piracicaba.
Em 1969 retornou a sua cidade natal, Pelotas, para defender o
grande rival de seu clube de origem, o Esporte Clube Pelotas,
onde encerrou sua movimentada carreira.
Joaquinzinho considerava que os melhores técnicos que
o orientaram foram Tim, Sílvio Pirillo, Martim Francisco
e Fleitas Solich. Joaquinzinho foi um atleta polivalente, atuando
nas cinco
posições
mais ofensivas de uma equipe. Preferia atuar como meia-esquerda.
Dono de um chute forte e certeiro, marcou inúmeros gols.
Declarava que todos foram importantes, não dando destaque
especial para nenhum. Desde garoto nunca foi de ir a campo de
futebol para
assistir os outros atuarem, sempre gostou mais de jogar.
A famosa troca de Joaquinzinho por Pelé
Quando o Santos F.C. excursionava pelo interior do Rio Grande
do Sul, o garoto Pelé, então com 16 anos, e que aos
poucos ia se firmando na equipe titular do peixe, foi sondado,
sem saber,
por dirigentes do Brasil, os quais ficaram impressionados
com o talento mostrado pelo jovem de canelas finas e corpo franzino,
na partida disputada no dia 22/03/57, no empate do Santos diante
da equipe Xavante.
Essa sondagem deu-se no saguão do Grande Hotel de Pelotas,
quando o presidente do Brasil, Carlos Russomano, ouviu do
técnico Lula o pedido de liberação do atacante
Joaquinzinho, o grande destaque daquele time. O presidente Russomano
respondeu que só liberaria o atleta caso o Santos pagasse
CR$ 400 mil e cedesse também "aquele negrinho rápido"
que o técnico Lula houvera colocado em campo no segundo tempo.
O técnico Lula disse que não haveria negócio,
pois aquele menino era um talento a ser lapidado e que o clube
santista não tinha interesse em se desfazer do jovem craque,
pondo fim à conversa.
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