Galego - A lenda do interior
Paulo
de Souza Lobo
nasceu na capital Farroupilha, Piratini, em 23 de fevereiro de
1926. Iniciou suas atividades nas divisões inferiores do Xavante
em 1944. No ano seguinte o técnico Teté promoveu-o a equipe titular,
onde ficou até 1953, quando deixou o gramado para ir para a casamata.
No início foi provisório, mas com os bons resultados obtidos,
seguiu carreira como treinador por mais de 40 anos. Sua permanência no
Bento Freitas sofreu um hiato em 1950 quando foi contratado pelo
Cruzeiro de Porto Alegre. Ficou na Montanha apenas cinco meses
pois sofreu uma grave lesão num joelho. O técnico estrelado
era Gentil Cardoso que notando ter todas as condições de ser
um bem sucedido técnico, influenciou-o decisivamente para seguir
esse caminho, quando deixasse de atuar. Essa oportunidade surgiu
em 1953 quando o técnico Antonio Fierro foi demitido. Foi uma
boa decisão pois continuou ligado ao futebol, por outro lado
dependurou as chuteiras prematuramente aos 26 anos de idade.
Ao
longo de sua bem sucedida carreira no comando de equipes, nunca
quis dirigir a dupla Grenal, apesar dos vários convites recebidos.
O motivo dessa recusa é porque tem uma maneira própria de trabalhar
que num clube grande não são bem aceitas. Não era de dirigir
com a opinião dos outros, não tem sentido uma coisa destas. Não
conseguiria trabalhar assim. Exemplificava dizendo que saira
do Brasil em 1992 por divergências de opiniões. Galego dirigiu
a dupla de Pelotas por cerca de 30 anos e mesmo depois de sair
dos clubes, era o primeiro nome cogitado para voltar à Boca do
Lobo ou ao Bento Freitas em caso de troca de técnico nas duas
tradicionais equipes da "Cidade Princesa". Galego estava acima
da acirrada rivalidade da dupla Brapel. Também treinou
o Farroupilha, São Paulo de Rio Grande, Grêmio Bagé e Riograndense.
Como atleta Galego foi um meia-cancha polivalente, ora defendendo,
ora armando o jogo, enfrentou grandes craques como Jair da Rosa
Pinto e Zizinho, que foram a Pelotas em ocasiões distintas para
enfrentar o Brasil.
Considerava
que os melhores treinadores que teve foram Gentil Cardoso e José
Duarte Junior, o saudoso Teté. Quando garoto
o seu ídolo
foi Teotônio, ex-cetroavante do Brasil e posteriormente foi árbitro
do futebol pelotense. Galego ao longo de sua passagem pelo futebol
pelotense revelou para os desportistas gaúchos craques como Joaquinzinho,
Suly, Ademir Alcântara, João Borges e muitos outros.
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