João Garcia
A foto muda, a paixão não
04/07/08 - 16:45



A cada metade de ano muda a foto do time, quase toda, alguns ficam, outros vão, outros vem. Mas a paixão xavante é a mesma sempre e é o que vale, o que importa.

Lá pelos idos dos anos 70 no século passado (bah!) a gente ia ao Bento Freitas para ver os novos jogadores. Era o retorno as atividades profissionais e a isto o Pulu (Claudio Andréa) chamava de "carne fresca". O comum era comentarmos, que íamos ver a "carne fresca no treino". Nisto, nada mudou, continuamos - como todos os demais clubes - anunciando carne fresca para o próximo campeonato. Aqui estamos começando talvez o mais importante certame da história moderna do Brasil. Porque a partir desta classificação poderemos pensar em 2009 e 2010, anos que antecedem o Centenário com a segurança de estarmos dentro da Série C, quem sabe recebendo subsídios da CBF e jogos na TV.

Volto minha esperança para este campeonato porque ele poderá mudar cabeças e paradigmas no clube. Como exemplo entender que temos potencial e capacidade para completar a obra do estádio e construirmos nosso centro de Treinamentos, definitivamente nos incorporando a clubes que cresceram por estas razões.

Estava na Sulina Grill em Poa quando recebi do Alcindo, braço direito do Noveleto nas empresas Multisom e hotéis, a noticia da Sony no patrocínio do Brasil. O Chico Noveleto tem verdadeira paixão pela torcida do Brasil. Nisto não interfere o fato de ser presidente da FGF. Foi nosso patrocinador e não esquece o resultado que a devoção Xavante deu no consumo em suas lojas.

Não conheço o time, não vi jogar, mas devo confiar na rapaziada, especialmente se a xavantada estiver presente. Este é o plus do time, o seu décimo segundo jogador, sem dúvida. Nem exijo estádio lotado, mas cheio, motiva mais o jogador. Pois, nada mais triste para um artista que a platéia a vazia.

Confio ainda que estamos nos renovando na paixão, avós e pais convencendo os filhos adar seu primeiro passo na direção do Bento Freitas e fazendo vistas grossas ao grenalismo, pois, que seja o primeiro vagido da criança que nasce o grito rubro-neeegroooooo. Depois pode falar papai e mamãe.

João JG Garcia
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