Outro
dia falava com um cliente sobre as diversas oportunidades que
a Copa do
Mundo de 2014 deverá proporcionar. Dizia-me
ele: “Temos que pensar em alguma coisa, pois será uma
oportunidade única para se ganhar um bom dinheiro em pouco
tempo”.
É verdade. Um evento deste porte movimenta a economia de
um país inteiro, ainda mais de um país ainda por
crescer. Construção civil, transporte (cargas e passageiros),
hotelaria, restaurantes, comércio, comunicação,
tecnologia da informação, imprensa, pesquisa e desenvolvimento,
indústria de brindes, vestuário, etc. Difícil
será identificar a área que não será atingida
por este que deverá ser o maior evento já acontecido
no Brasil e, quiçá, na América Latina.
O
bom é sabermos que o Rio Grande do Sul, mais precisamente
Porto Alegre, será uma das sedes para a realização
dos jogos. Isto nos permitirá pleitear uma boa parte dos
investimentos, propiciando melhorias em vários aspectos
e até, de certa forma, estimular o crescimento da economia
regional. Porto Alegre, e consequentemente todo o RS, aparecerá para
o mundo em larga escala e por longo período. Oportunidade única
para a exposição dos nossos produtos, serviços,
cultura e tudo mais.
Havendo
jogos em Porto Alegre é de se supor que as seleções
que lá jogarão necessitarão de locais adequados
para alojamento e treinamento. Provavelmente não haverão
locais suficientes na capital para todas as seleções,
mesmo porque, normalmente, optam por ficar um pouco distantes dos
locais dos jogos. A primeira opção que vem à cabeça é a
Serra Gaúcha. Mas não necessariamente tem que ser
a única. Também lá, há uma série
de restrições e inconvenientes.
Acho
que se o governo e a comunidade pelotense trabalharem de forma
planejada,
focada e com sinergia, Pelotas poderá também
tirar um bom proveito deste evento. Pode-se, por exemplo, produzir
produtos artesanais ou industriais específicos para a Copa,
estabelecer roteiros turísticos, realizar atividades esportivas
paralelas (a Lagoa dos Patos deveria ser melhor explorada) e, principalmente,
sediar alguma seleção que vá jogar em Porto
Alegre.
Claro
que só vontade não basta. É preciso
ação. Providenciar a instalação de
um bom hotel (olha a Lagoa dos Patos aí de novo), por exemplo, é fundamental.
Na carona, e aí é o ponto que eu queria chegar, poderia
ser construído um centro esportivo municipal com toda a
infra-estrutura necessária. As famosas arenas. Nada babilônico,
mas que atenda as necessidades da cidade e região. Linhas
de financiamento, investidores e empreendedores provavelmente não
faltarão. Estão todos de olho no Brasil.
Ao
contrário de muitos, eu não acho que um estádio
próprio seja importante na existência de um clube
de futebol. Já defendi aqui outras vezes, que ao invés
de cada clube da cidade construir o seu próprio estádio,
investindo recursos que não possuem, deveriam unir-se e
proporem um projeto único junto ao governo local e a toda
a comunidade. Desta forma, poderiam direcionar seus escassos recursos
e amplos esforços na construção dos seus centros
de treinamento, de preparação física e de
formação profissional.
Sei
que parece meio utópico, mas em algum local as seleções
terão que se instalar. Por que não em Pelotas? Como é um
assunto controverso, precisa ser debatido logo. O trem vem aí e
logo passará. Será nossa a decisão de embarcar
nele ou não.
Isto é o que dá não
ter jogo do Xavante.
Rubro-negro
vem aí! Rumo à Série B!
Abs,
Ivan
Schuster
E-mail:
ivan@brasildepelotas.com
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