Ivan Schuster
182 – Soberba
22/07/08 - 15:50


Na falta de um dicionário à mão, utilizo-me da definição encontrada no Wikipédia, a maior e mais famosa enciclopédia virtual:

“A soberba é a tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer. ...
... A soberba, não é privilégio dos ricos. Os pobres também podem experimentar a soberba ao se considerarem especiais e buscando fingir serem o que não são. Não só através de bens materiais pois muitas vezes a pessoa pode se sentir superior aos outros por acreditar que é o melhor no que faz, no que decide, na sua capacidade de resolver situações. “

Toco neste tema, porque não é de hoje que recebo muitos e-mails onde torcedores de clubes adversários insistem em colar este adjetivo na Torcida Xavante. Me exigem humildade e respeito para com os demais torcedores e seus clubes.

Não vejo soberba em minhas palavras. Se falo que a Torcida Xavante é “A Maior e Mais Fiel do Interior do RS” é porque os números e as ações assim mostram. Não são palavras, são fatos. Se falo que somos o “show” é porque profissionais do meio esportivo, acostumados a muitos espetáculos, assim nos definiram. Não sou eu quem diz, apenas repito o que gente bem mais qualificada já definiu. Ou não foi o prof. Ruy Carlos Ostermann quem definiu o Bento Freitas como “o estádio mais humano do mundo”?

Não temos soberba, temos orgulho. Um orgulho que não disfarçamos em uma falsa modéstia. Não inventamos e não nos “achamos”, agimos. Não reclamamos, fazemos. Se falamos é porque nos orgulhamos. Certa vez li em um para-choque de caminhão: “Não me inveje, trabalhe”. É isto aí gurizada medonha, reclamem menos e façam por merecer. Não é no grito e na ofensa pessoal que irão conseguir alguma coisa. Tem que olhar, para aprender ...

Ultimamente também tenho recebido alguns e-mails de torcedores grenás, reclamando que estou utilizando a denominação de “time metalúrgico” para me referir a SER Caxias. Primeiro, gostaria de frisar que não chamo de “time DE metalúrgicos”, mas “time metalúrgico”.

Como já expliquei para as centenas que me escreveram – na verdade, dois ou três, até mesmo porque eles não possuem tantos torcedores assim – não vejo ofensa nisto. Eu mesmo fui metalúrgico no início da minha vida profissional. Bem, o nosso Presidente da República foi metalúrgico. Então, o termo não é ofensivo, certo?

Quando falo em “time metalúrgico”, o faço pelo fato do clube ter sido arrendado por um grupo empresarial do ramo metalúrgico. Da mesma forma que digo que o Xavante é uma torcida que tem um time. São fatos. E contra fatos não há argumentos. O GEB vive graças ao apoio e devoção de sua Torcida. Realizamos promoções, campanhas e tudo mais para levar a mensagem de que o GEB será do tamanho que quisermos. Já a SER Caxias não tem este problema. Precisa apenas convencer um cidadão, o seu dono. Viram? Não tem ofensa. Cada um na sua, e todos felizes ao seu jeito e modo.

Espero ter esclarecido de uma vez por todas. Não sintam-se ofendidos. Talvez sintam-se envergonhados por torcerem para um clube que possui um dono. Mas aí não posso fazer nada. Não é problema meu. Falem com as pessoas que quase quebraram o clube, obrigando-os a arrendá-lo para não fecharem e não perderem o estádio. Cada qual com seus problemas.

Quarta-feira está aí. Teremos um jogo muito importante. Difícil. O adversário é qualificado, já nos bateu, e bem batido, e é tido como um dos prováveis a chegar ao octogonal por todos que falam sobre este campeonato.

Do nosso lado, o time Rubro-negro ainda deve uma apresentação (o time Xavante não joga, apresenta-se) digna das nossas espectativas. Chegou a hora de mostrarem do que são capaz. Tempo bom, clima de decisão, estádio cheio, festa bonita. Todos os ingredientes para um belo espetáculo. Quem viver, verá. Que os deuses do futebol olhem por nós.

Rubro-negro vem aí! Rumo à Série B!

Abs,

Ivan Schuster

E-mail: ivan@brasildepelotas.com