Na
falta de um dicionário à mão, utilizo-me
da definição encontrada no Wikipédia, a maior
e mais famosa enciclopédia virtual:
“A soberba é a tendência de um indivíduo
para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas
e pelo gosto da ostentação e do prazer. ...
... A soberba, não é privilégio dos ricos.
Os pobres também podem experimentar a soberba ao se considerarem
especiais e buscando fingir serem o que não são.
Não só através de bens materiais pois muitas
vezes a pessoa pode se sentir superior aos outros por acreditar
que é o melhor no que faz, no que decide, na sua capacidade
de resolver situações. “
Toco
neste tema, porque não é de hoje que recebo
muitos e-mails onde torcedores de clubes adversários insistem
em colar este adjetivo na Torcida Xavante. Me exigem humildade
e respeito para com os demais torcedores e seus clubes.
Não vejo soberba em minhas palavras. Se falo que a Torcida
Xavante é “A Maior e Mais Fiel do Interior do RS” é porque
os números e as ações assim mostram. Não
são palavras, são fatos. Se falo que somos o “show” é porque
profissionais do meio esportivo, acostumados a muitos espetáculos,
assim nos definiram. Não sou eu quem diz, apenas repito
o que gente bem mais qualificada já definiu. Ou não
foi o prof. Ruy Carlos Ostermann quem definiu o Bento Freitas como “o
estádio mais humano do mundo”?
Não temos soberba, temos orgulho. Um orgulho que não
disfarçamos em uma falsa modéstia. Não inventamos
e não nos “achamos”, agimos. Não reclamamos,
fazemos. Se falamos é porque nos orgulhamos. Certa vez li
em um para-choque de caminhão: “Não me inveje,
trabalhe”. É isto aí gurizada medonha, reclamem
menos e façam por merecer. Não é no grito
e na ofensa pessoal que irão conseguir alguma coisa. Tem
que olhar, para aprender ...
Ultimamente
também tenho recebido alguns e-mails de torcedores
grenás, reclamando que estou utilizando a denominação
de “time metalúrgico” para me referir a SER
Caxias. Primeiro, gostaria de frisar que não chamo de “time
DE metalúrgicos”, mas “time metalúrgico”.
Como
já expliquei para as centenas que me escreveram – na
verdade, dois ou três, até mesmo porque eles não
possuem tantos torcedores assim – não vejo ofensa
nisto. Eu mesmo fui metalúrgico no início da minha
vida profissional. Bem, o nosso Presidente da República
foi metalúrgico. Então, o termo não é ofensivo,
certo?
Quando
falo em “time metalúrgico”, o faço
pelo fato do clube ter sido arrendado por um grupo empresarial
do ramo metalúrgico. Da mesma forma que digo que o Xavante é uma
torcida que tem um time. São fatos. E contra fatos não
há argumentos. O GEB vive graças ao apoio e devoção
de sua Torcida. Realizamos promoções, campanhas e
tudo mais para levar a mensagem de que o GEB será do tamanho
que quisermos. Já a SER Caxias não tem este problema.
Precisa apenas convencer um cidadão, o seu dono. Viram?
Não tem ofensa. Cada um na sua, e todos felizes ao seu jeito
e modo.
Espero
ter esclarecido de uma vez por todas. Não sintam-se
ofendidos. Talvez sintam-se envergonhados por torcerem para um
clube que possui um dono. Mas aí não posso fazer
nada. Não é problema meu. Falem com as pessoas que
quase quebraram o clube, obrigando-os a arrendá-lo para
não fecharem e não perderem o estádio. Cada
qual com seus problemas.
Quarta-feira
está aí. Teremos um jogo muito importante.
Difícil. O adversário é qualificado, já nos
bateu, e bem batido, e é tido como um dos prováveis
a chegar ao octogonal por todos que falam sobre este campeonato.
Do
nosso lado, o time Rubro-negro ainda deve uma apresentação
(o time Xavante não joga, apresenta-se) digna das nossas
espectativas. Chegou a hora de mostrarem do que são capaz.
Tempo bom, clima de decisão, estádio cheio, festa
bonita. Todos os ingredientes para um belo espetáculo. Quem
viver, verá. Que os deuses do futebol olhem por nós.
Rubro-negro
vem aí! Rumo à Série B!
Abs,
Ivan
Schuster
E-mail:
ivan@brasildepelotas.com
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